sábado, 18 de setembro de 2010


Parte dos ortodontistas não informa aos pacientes quais serão os resultados do tratamento







O ortodontista passou a ser alvo de questionamentos, muitas vezes no âmbito judicial, em virtude da expectativa frustrada do seu paciente. De fato, o desenvolvimento do processo ortodôntico e, sobretudo, da finalização do tratamento realizado, poderá estar em desacordo com a expectativa real do paciente em seus resultados. Nesse sentido, Elionai Soares e equipe do Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic resolveram investigar a opinião do ortodontista brasileiro sobre a problemática paciente x profissional em relação à importância da relação comercial estabelecida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC); à natureza obrigatória dos seus serviços ortodônticos; e às explicações, ao paciente, dos riscos inerentes ao tratamento ortodôntico.

Para tanto, foi realizado um censo estatístico por meio de um questionário enviado a todos os ortodontistas do Brasil, devidamente inscritos no Conselho Federal de Odontologia, do qual participaram 1.469 especialistas. De acordo com artigo publicado na edição de janeiro/fevereiro de 2007 da Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, “o tratamento ortodôntico corrige más oclusões com o objetivo de oferecer, aos pacientes, melhores condições de função e estética. No entanto, nem sempre são reportadas ao profissional, de maneira adequada, todas as expectativas do paciente, dificultando, desta forma, a elaboração de um plano de tratamento com base nestas expectativas e nas possibilidades reais de tratamento”.

No trabalho, a equipe verificou que 86,93% dos ortodontistas brasileiros reconhecem a importância da relação comercial com seu paciente, de acordo com o CDC; 35,33% dos profissionais consideram a Ortodontia como uma atividade de meio, isto é, execução do tratamento ortodôntico sem promessa profissional de um resultado final; e 63,31% orientam, de forma oral e escrita, os seus pacientes sobre os riscos do tratamento ortodôntico.

Dessa forma, os pesquisadores concluem que o ortodontista brasileiro está consciente da importância do CDC na relação comercial estabelecida com o seu paciente, o consumidor final. No entanto, apenas uma minoria dos ortodontistas do Brasil, além de considerar importante essa relação comercial, entende a atividade ortodôntica como obrigação de meio e mantém o paciente informado, de forma oral e com os devidos registros, dos riscos de um tratamento ortodôntico. “O registro da queixa principal no prontuário ortodôntico, antes do início do tratamento e juntamente com o esclarecimento dos riscos e limitações da terapêutica empregada, passou a ser uma etapa imprescindível na prevenção de conflitos litigiosos na relação paciente x profissional”, ressaltam no artigo.
Fonte: Odontocases.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010


Aleitamento materno reduz chances de problemas ortodônticos

   
Que a amamentação garante inúmeros benefícios para a saúde do bebê, como a redução da incidência de doenças alérgicas, diarréias e infecções respiratórias, toda mamãe sabe. O que ainda poucas sabem é que o aleitamento materno também pode reduzir os riscos de futuros problemas ortodônticos como alterações na oclusão dentária.
Um estudo realizado por integrantes do Programa de Mestrado em Ortodontia da UNICID com crianças matriculadas em 11 escolas públicas de educação infantil da cidade de São Paulo concluiu que as que receberam amamentação exclusivamente materna durante os 12 primeiros meses de vida apresentaram um risco 20 vezes menor para o desenvolvimento de problemas ortodônticos.

O estudo monitorou 1.377 crianças de 3 a 6 anos de idade, mostrando também que o aleitamento materno complementar às refeições no período de 6 a 12 meses apresentou risco ainda cinco vezes menor.

E mais: pesquisa organizada pela Universidade de São Paulo divulgou que crianças amamentadas até os 12 meses reduzem em 93% as chances de desenvolverem alterações na oclusão dentária.

Outros benefícios da amamentação, segundo os especialistas, é que a criança amamentada no peito sente maior segurança, o que diminui a ansiedade trazendo maior qualidade ao seu desenvolvimento físico e que a criança melhora a respiração e exercita toda a musculatura do rosto, auxiliando o crescimento facial.

“Quando a criança está no seio da mãe ela está mais tranquila, sem ter que compensar a ansiedade com o bico. O artefato utilizado inadequadamente causa problemas como a mordida aberta, o desvio do queixo e respiração bucal, favorecendo alterações inclusive, na estética da face”, explicam.

Tudo isso, sem contar que estabelecer o vínculo materno por meio da amamentação fortalece os laços entre a mamãe e o bebê e promove uma vida mais saudável, garantem os especialistas.



Fonte: OdontoCases (www.odontocases.com.br)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Paladar e Olfato: sentidos que se completam


Os odores explodem suavemente em nossa memória, como minas escondidas sob a massa de muitos anos e de diversificadas experiências. Basta percebermos um aroma para as lembranças aflorarem e as emoções serem despertadas.
 
O olfato é uma máquina do tempo poderosa que, aguçando a nossa memória, nos transporta ao passado. Quem já não sentiu um dia um cheiro salutar de pão assando no forno, lembrando a cozinha da avó? Quem já não viu despertar, a partir de um perfume, a lembrança do primeiro namorado? Quem não tem uma recordação, a partir do cheiro de canela?
 
A respiração é formada por pares, inspiração e expiração. Ao nascer, inspiramos pela primeira vez; ao morrer, expiramos pela última. No intervalo entre uma e outra, ao longo de toda a vida, cada respiração faz com que o ar passe pelos órgãos do olfato. Ao respirar, percebemos os aromas. Os cheiros envolvem-nos, giram ao nosso redor, entram em nossos corpos, emanam de nós. Vivemos em constante banho de odores. Tudo o que cheira se desmancha no ar, desprendendo moléculas, já que os aromas são voláteis.
 
Mais do que as imagens ou os sons os cheiros nos colocam em contato direto com o mundo. O que o olfato capta são moléculas odoríficas, que flutuam livremente pelo ar e chegam até a câmara olfativa situada na parte mais alta do nariz, atrás da região entre as duas sobrancelhas; entram em contato com os receptores do epitélio olfativo, conduzindo as informações ao cérebro para o sistema límbico, que é a área dos sentimentos, das memórias, das reações aprendidas arquivadas e das emoções.
 
Fonte: Clube do Dentista (http://www.clubedodentista.com.br/).