terça-feira, 14 de setembro de 2010

Paladar e Olfato: sentidos que se completam


Os odores explodem suavemente em nossa memória, como minas escondidas sob a massa de muitos anos e de diversificadas experiências. Basta percebermos um aroma para as lembranças aflorarem e as emoções serem despertadas.
 
O olfato é uma máquina do tempo poderosa que, aguçando a nossa memória, nos transporta ao passado. Quem já não sentiu um dia um cheiro salutar de pão assando no forno, lembrando a cozinha da avó? Quem já não viu despertar, a partir de um perfume, a lembrança do primeiro namorado? Quem não tem uma recordação, a partir do cheiro de canela?
 
A respiração é formada por pares, inspiração e expiração. Ao nascer, inspiramos pela primeira vez; ao morrer, expiramos pela última. No intervalo entre uma e outra, ao longo de toda a vida, cada respiração faz com que o ar passe pelos órgãos do olfato. Ao respirar, percebemos os aromas. Os cheiros envolvem-nos, giram ao nosso redor, entram em nossos corpos, emanam de nós. Vivemos em constante banho de odores. Tudo o que cheira se desmancha no ar, desprendendo moléculas, já que os aromas são voláteis.
 
Mais do que as imagens ou os sons os cheiros nos colocam em contato direto com o mundo. O que o olfato capta são moléculas odoríficas, que flutuam livremente pelo ar e chegam até a câmara olfativa situada na parte mais alta do nariz, atrás da região entre as duas sobrancelhas; entram em contato com os receptores do epitélio olfativo, conduzindo as informações ao cérebro para o sistema límbico, que é a área dos sentimentos, das memórias, das reações aprendidas arquivadas e das emoções.
 
Fonte: Clube do Dentista (http://www.clubedodentista.com.br/).

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